Recentemente publicamos um texto sobre ICO em que explicamos o que é uma Initial Coin Offering e quais são as possibilidades de token disponíveis nessa modalidade de financiamento. Se ainda não teve a oportunidade de ler esse artigo, dê um pulinho nele, clicando aqui, para que não perca nenhum detalhe desse assunto.

Mas, se você já está familiarizado com o termo, sabe que existem, basicamente, dois tipos de token para quem deseja investir em criptomoedas a partir de uma ICO: o Utility token e o Security Token.

Embora os dois tokens possam fazer parte de um mesmo projeto, suas diferenças são gritantes – e o investidor precisa se atentar a elas para não optar por uma chave errada. Enquanto o Security Token é uma espécie de debênture para trades e investimentos, o Utility Token não é, necessariamente, uma chave que vai se valorizar como investimento. Ele serve para que o investidor use as funcionalidades do sistema em que está investindo e, portanto, quem o compra não terá lucro sobre eles.

Em outras palavras, o Utility Token é perfeito para quem quer usar o sistema da criptomoeda enquanto ele é construído, enquanto o Security Token pode ser negociado no mercado das criptomoedas após a conclusão do projeto.

Além disso, há um fenômeno interessante entre os dois tokens dentro do “mercado de ações” das moedas alternativas. Enquanto um Security Token pode se valorizar através de fatores externos, com as variações de mercado, um serviço ou produto dentro da blockchain que utiliza os Utility Token e se populariza pode aumentar o valor de ambas as chaves.

Por que investir em Utility Token?

Quando falamos sobre Utility Token nas rodas de conversa sobre blockchain e criptomoedas, muita gente que ainda não entende muito bem do assunto – mas vai! É só uma questão de tempo e pesquisa 😉 – fica sem entender qual é a grande vantagem do Utility Token, uma vez que ele não vai apresentar rendimentos com a criação de uma nova moeda feita através de ICO.

Será que vale a pena “apenas” utilizar as funcionalidades do sistema?

A resposta é: sim. E a justificativa é bem simples, embora o processo de desenvolvimento de um token de utilidade seja bastante complexo…

O que ainda não te contamos, nem no texto sobre ICO e nem nesse que você está lendo agora, é que o Utility Token, que no Brasil também é chamado de token de consumo, token de usuário ou moeda de aplicativo (Consumer Token, User Token ou App Coin, nos termos em inglês), é um termômetro de mercado que aponta as demandas para diversos setores da economia.

Em um país em recessão, como o nosso, tudo o que muitas empresas querem é uma previsão dos próximos anos dentro de seu mercado, para decidir entre a força total ou o freio eventual em ações visando o crescimento empresarial, incluindo os investimentos.

Quando alguém compra um Utility Token, está participando de uma espécie de pré-venda de um relatório das demandas de um setor dentro da blockchain. Como não se trata de um investimento propriamente dito, o token de utilidade não é regulamentado pela CVM (Comissão de Valores Imobiliários) e, portanto, não precisa passar pelo Teste Howay, que classifica uma compra como um título – ou security, em inglês, que justifica o nome do segundo tipo de token, esse sim um investimento.

Mesmo que a rentabilidade não seja o objetivo final da emissão dos Utility Token, isso não significa que a empresa que os compra não ganhará com isso: ao participar de uma ICO, o investidor pode estar ajudando a financiar projetos que vão lhe render as funcionalidades necessárias para pensar no crescimento da empresa e sua manutenção dentro de mercados cada vez mais competitivos. Assim, quem compra Utility Tokens está, basicamente, apostando na possibilidade de testar suas demandas de produtos ou serviços a partir do desenvolvimento de uma tecnologia em nuvem.

Vale lembrar, também, que o token de utilidade é uma boa garantia de que o que está sendo capitalizado vai estar disponível no futuro. Ao abrir os tokens para testes de utilidade, os desenvolvedores envolvidos no projeto podem fazer melhorias no sistema e garantir aos investidores que o produto ou serviço está caminhando conforme o esperado.

Por fim, o Utility Token é uma forma de comprar com bastante antecedência (e, por isso, bem mais barato) algo que pode se popularizar e, diante do enorme sucesso, ficar bem mais caro.

Pense na própria Bitcoin, a moeda virtual mais famosa do mundo, para entender os benefícios dessa compra antecipada: a moeda registrou, em abril de 2019, uma cotação de R$22 mil reais para 1 Bitcoin. Ou seja: quem, no começo do projeto, investiu bem menos que isso na compra de, digamos, 100 bitcoins, e não vendeu nenhuma unidade, tem nada menos do que 2 milhões e 200 mil reais em sua carteira virtual.

Com a popularização das criptomoedas e sua utilização em diversos setores da economia, embora não haja regulamentação de nenhum governo sobre suas cotações e transações, podemos ter, no mundo, inúmeros milionários da Bitcoin que administram fortunas a partir de uma simples aposta em um projeto de criação de economia alternativa.

Assim, imagine que, hoje, você compre Utility Tokens muito baratos de um projeto que, daqui a dois ou três anos, cresça exponencialmente. Embora não consiga rentabilizar esse investimento – para isso, precisaria comprar Security Tokens –, vai ter o termômetro da demanda do mercado e a utilização das funcionalidades do sistema por um custo muito menor do que os que vão comprar o projeto quando ele estourar.

Como todas as áreas do mercado, comprar ou não Utility Tokens é uma questão de visão de mercado, levantamento de necessidades e precisão ao comprar ferramentas que possibilitem o crescimento da empresa.

Sabemos que, por ser uma forma nova de movimentar dinheiro, as conversas sobre blockchain, ICOs e tokens pode ser um pouco amarga para quem não consegue compreender bem esses e outros termos relacionados. Portanto, pode contar com a ZenCAP para entender como, quando e porque colocar dinheiro nos projetos com oferta inicial de moedas – e qual é a melhor e mais segura forma de fazer isso.

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